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Todas as conversas, as memórias, a confiança. Não me entra na cabeça como você pode fazer isso, abrir mão tão facilmente da amizade que havia entre nós. Não houve motivos ou explicações, não teve nem mesmo a coragem de nos olhar nos olhos e dizer que não queria mais falar conosco. Não, foi tudo tão extremamente covarde, infantil. E pensar que lhe considerávamos a mais madura de todos nós, aquela que tinha vivido e aprendido, que tomava suas decisões de uma forma racional. Cheia de confiança e carisma, você não passa de uma criança mimada. Tão acostumada a ter todos esse amigos quetropeçam nos próprios pés para lhe agradar. Estou cansada, em choque, magoada… Mas, acima de tudo, estou possessa. Então, não fale mais comigo, ok? Não me dirija a palavra, ou um olhar, ou um sorriso. Não quero suas desculpas. Quero uma explicação, sim, e posso até vir a lhe perdoar, caso alguma razão acabe retornando a sua mente sempre tão cheia e confusa. Mas não esqueço. E não voltarei a engolir sapos por alguém que obviamente não sabe o que é ser amigo.